síndrome da alma inquieta

23.2.12

não entendo como as pessoas podem aguentar a rotina por anos a fio, sem emoção, como robôs andando de lá pra cá no piloto automático, fazendo coisas desinteressantes, falando coisas desinteressantes e sendo desinteressantes.

talvez tivesse sido mais fácil não ter viajado, não ter conhecido 1% do mundo que eu começo e saber que a vida é muito mais do que trabalho + casa + faculdade. não, não estou infeliz com minha vida agora. bem, não totalmente, mas quem é que está completamente feliz, não é!?
só gostaria que a vida não fosse pré setada para uma rotina rasa, onde as pessoas não se relacionam de verdade, não amam de verdade e não se empolgam de verdade. mas a questão não é essa, e sim um interesse pessoal de não viver uma vida em estado de dormência. meu problema é querer viver tudo, sentir tudo, ver tudo, e não é sempre que dá - i mean, quase nunca dá!

em dias como o de hoje, em que eu estou cansada dos deveres diários, das pessoas, da rotina, do ônibus, do trabalho, bom é manter distância do filme into the wild, músicas que me fazem pensar e abraçar. 


so long, emma

14.2.12
retomou a caminhada para o sul, em direção a the mound. "viver cada dia como se fosse o último"- esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia para isso? e se chovesse ou você estivesse de mau humor? simplesmente não era prático. era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar para fazer a diferença. não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor. seguir em frente, com paixão e uma máquina de escrever elétrica e trabalhar duro em… alguma coisa. mudar a vida das pessoas através da artes, talvez. alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. experimentar coisas novas. amar e ser amada, se houver oportunidade.

david nicholls, um dia, pg. 408